A Distribuição de Horários e Docentes
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) anunciou a colocação de 20.404 professores para o próximo ano letivo. A larga maioria dos docentes garantiu lugar através do regime de mobilidade interna.
Dados da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) revelam que 19.152 horários foram entregues a professores dos quadros. A contratação inicial permitiu fechar as restantes 1.252 vagas.
O procedimento tem como objetivo garantir o preenchimento das necessidades temporárias das escolas a cerca de um mês do regresso às aulas. Dos mais de 20 mil colocados, 16.990 profissionais vão assumir horários completos, distribuídos por 15.763 docentes dos quadros e 1.227 da contratação inicial.
A tutela destacou que este volume representa um aumento de 1.505 professores colocados em relação aos números de 2025.
Zonas Carenciadas e Níveis de Ensino
As áreas geográficas historicamente mais afetadas pela falta de professores absorveram 5.894 colocações. A Grande Lisboa lidera o reforço com 3.317 docentes.
A Península de Setúbal recebeu 1.566 professores e o Algarve garantiu a colocação de 1.011 profissionais. No que toca a áreas de especialidade, o 1.º Ciclo do Ensino Básico e a Educação Pré-Escolar registaram o maior número de horários preenchidos.
O grupo disciplinar de Português, destinado ao 3.º Ciclo e Ensino Secundário, também figurou entre os mais procurados. Os professores recém-colocados têm agora de aceitar a vaga na plataforma da AGSE durante os dias 17 e 18 de agosto.

A apresentação física nas novas escolas está agendada para o dia 1 de setembro.
Alterações ao Modelo de Recrutamento
O processo de alocação de docentes vai sofrer mudanças estruturais a partir do ano letivo 2026/2027. O MECI confirmou que o sistema será reduzido a apenas dois procedimentos concursais.
O primeiro concurso (interno e externo) servirá exclusivamente para afetar professores a vagas permanentes. O segundo será um mecanismo de contratação contínua, com base diária, focado nas necessidades temporárias ao longo do ano.
Os candidatos a este último modelo poderão inscrever-se ou atualizar a candidatura a qualquer momento. As novas regras foram aprovadas em Conselho de Ministros a 30 de julho de 2026.
A aprovação já gerou fortes reações sindicais. A Federação Nacional de Professores (Fenprof) considerou inaceitável que o novo modelo de recrutamento tenha avançado antes da conclusão formal das negociações com os sindicatos do setor.
