O Primeiro Eclipse Total na Europa Desde 1912
Nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Europa assiste ao primeiro eclipse solar total em mais de um século. O fenómeno astronómico está a gerar uma autêntica corrida turística, com impacto direto na economia de vários países.
Espanha, considerada um dos melhores pontos de observação, prepara-se para uma invasão pacífica. O ministro das Finanças espanhol, Arcadi España, confirmou a expectativa de receber cerca de 460 mil turistas estrangeiros apenas para este evento.
Para garantir a recolha de dados científicos, balões da NASA vão acompanhar tudo a partir dos céus de Espanha e da Islândia.
Preços Disparam na Hotelaria Ibérica e Islandesa
A lei da oferta e da procura atingiu níveis históricos no norte de Espanha. Na Corunha, as diárias de hotel dispararam 135% face à média de 390 euros registada no ano passado.
Outras cidades espanholas seguem a mesma tendência. Santiago de Compostela e Bilbao registaram aumentos entre os 34% e os 67%. Em Maiorca, onde o eclipse coincide com o pôr do sol, os preços subiram 24%, segundo o jornal britânico The Guardian.
Os alojamentos ao longo da rota do eclipse e os pequenos observatórios locais estão esgotados há meses. Em Portugal, vários negócios também aproveitaram o pico de procura turística dos últimos dias para faturar com o evento.
Mais a norte, a Islândia assume-se como o destino premium do eclipse. Em Reiquiavique, a totalidade do eclipse ocorre às 17h48, com o sol ainda alto, visto que o ocaso acontece apenas às 21h57.

De acordo com a Lighthouse Intelligence, os hotéis na capital islandesa estão entre 100% a 140% mais caros do que no ano passado. Na plataforma AirBnB, as reservas subiram 50% em comparação com o período homólogo.
Alerta Máximo: Trânsito e Risco de Incêndio em Espanha
A enchente de visitantes traz desafios logísticos e de segurança graves. A polícia espanhola prevê um acréscimo de 1,5 milhões de viagens de carro esta quarta-feira.
As autoridades temem que este tráfego invulgar bloqueie estradas rurais e atrase o acesso de veículos de emergência. A sinalética nas autoestradas foi reforçada para apelar à prudência dos condutores.
O maior receio é o risco extremo de incêndio, agravado pelas altas temperaturas e pelo tempo seco. Só até julho, as chamas já consumiram mais de 141 mil hectares em território espanhol.
Para mitigar o perigo, Espanha mobilizou 35 000 agentes numa megaoperação de segurança. A ordem é evitar qualquer comportamento que coloque o meio ambiente em risco.
Virginia Barcones, secretária-geral para a proteção civil e emergências do Ministério do Interior espanhol, justificou as medidas rigorosas. “Tivemos um verão extremamente difícil em Espanha, com mais uma série de grandes incêndios florestais. É por isso que temos de restringir qualquer tipo de atividade que possa gerar uma faísca”, alertou a responsável.
