Modelo argentina deportada dos EUA: 16 horas detida em Houston e proibida de entrar por 5 anos

Modelo argentina Ornella Attadia fala sobre a sua deportação dos EUA no aeroporto de Houston

16 Horas de Isolamento no Texas

A modelo argentina Ornella Attadia foi deportada dos Estados Unidos depois de passar 16 horas retida pelas autoridades migratórias no aeroporto de Houston, no Texas.

A passageira, que viajava com a intenção de fazer turismo durante uma semana, viu o seu visto ser revogado com efeito imediato.

O desfecho do processo ditou ainda a proibição de reentrada em território norte-americano pelo período de cinco anos.

Telemóvel Revistado e Incomunicabilidade

Durante a detenção, Attadia foi submetida a múltiplos interrogatórios sob a acusação de tentar entrar nos Estados Unidos para trabalhar. A modelo rejeitou a alegação de forma perentória.

As condições da retenção foram detalhadas pela própria através da sua conta de TikTok. Segundo relatou, os agentes confiscaram temporariamente os seus pertences e vasculharam tanto o telemóvel como o computador portátil.

Nestas 16 horas, esteve coberta apenas com uma manta térmica de alumínio, tendo como única alimentação uma sopa instantânea.

@sibaritabae

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A este período de isolamento em solo americano somaram-se 20 horas de viagem em incomunicabilidade total – 10 horas no voo de ida e outras 10 no regresso.

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A jovem só conseguiu contactar a família quando já se encontrava dentro da aeronave de deportação.

Nacionalidades na Alfândega

A modelo sublinhou um pormenor específico sobre o perfil dos passageiros que se encontravam retidos durante as operações no aeroporto de Houston.

Afirmou que, ao longo de todo o período em que esteve na sala de detenção, não se cruzou com um único cidadão europeu.

De acordo com a sua observação pessoal, os passageiros retidos pertenciam a nacionalidades como a mexicana, colombiana e indiana.

A partir desta experiência, Attadia contestou as narrativas que acusam a Argentina de discriminação regional, defendendo que o verdadeiro tratamento diferenciado ocorre noutras fronteiras. A agência de proteção de fronteiras dos EUA (CBP) não emitiu qualquer declaração oficial sobre o caso.

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