Cheias Mortais no Nepal: Portuguesa Entre as Vítimas e Ajuda Internacional a Caminho

Cenário ilustrativo da resposta de emergência às cheias repentinas no Nepal.

As inundações repentinas que atingiram o Nepal deixaram um rasto de destruição e centenas de vítimas. Entre os óbitos oficialmente confirmados está uma cidadã portuguesa.

Vítimas nacionais e resposta de Lisboa

O desastre na região de Rasuwa, junto à fronteira com o Tibete, causou pelo menos 157 mortos. A morte de uma mulher portuguesa foi reportada pelo marido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

A diplomacia nacional confirmou ainda a existência de um segundo cidadão português desaparecido. Este integra um grupo de cerca de 350 turistas cujo paradeiro exato permanece desconhecido.

Em nota oficial, o MNE, tutelado por Paulo Rangel, expressou total solidariedade ao povo nepalês. “Os nossos pensamentos estão com as famílias afetadas e com todos os envolvidos nas operações de busca e salvamento”, sublinhou o ministério.

Comunidade em Portugal organiza socorro

A forte comunidade nepalesa a residir em território português uniu rapidamente esforços para apoiar as zonas devastadas. Kamal Bhattarai, presidente da associação Nialp, revelou que os pedidos para o envio de auxílio multiplicaram-se nas redes sociais numa questão de horas.

“Estamos a organizar-nos para ver como podemos ajudar. O mais importante é avaliar o problema”, explicou Bhattarai.

Cheias Mortais no Nepal: Portuguesa Entre as Vítimas e Ajuda Internacional a Caminho

O dirigente associativo frisou que o distrito montanhoso de Rasuwa, fortemente castigado pelas torrentes de água e lama, é um dos principais locais de origem da imigração nepalesa para Portugal. Bhattarai sublinhou a vasta mobilização de voluntários locais prontos a prestar assistência imediata aos que perderam tudo no país natal.

ONU e União Europeia mobilizam satélites

No plano internacional, as Nações Unidas e os parceiros humanitários já começaram a canalizar mantimentos e equipas para o terreno. Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral António Guterres, reiterou o compromisso da ONU em apoiar o governo nepalês na avaliação rápida dos danos e no resgate.

A resposta europeia avançou com meios tecnológicos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ordenou a ativação do sistema de satélites Copernicus para acelerar o socorro às vítimas desta catástrofe.

O programa de observação da Terra da União Europeia está ativamente a mapear as áreas mais afetadas, fornecendo dados vitais para orientar as equipas de salvamento. Von der Leyen assegurou ainda que Bruxelas mantém prontidão máxima para enviar mais assistência de emergência caso a dimensão do desastre o exija.

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