Um gato laranja chamado Ginge, desaparecido há oito meses, foi encontrado a cerca de 140 quilómetros de casa, em Inglaterra. O felino estava a viver integrado numa colónia de gatos selvagens e só conseguiu regressar à família graças à leitura do seu microchip.
Microchip ajuda gato desaparecido há quase um ano a reencontrar família em Inglaterra.
Um intruso dócil na colónia
Ginge desapareceu da sua casa em Sunderland, no nordeste inglês. A família procurou incansavelmente, mas não obteve qualquer pista sobre o paradeiro do animal durante quase um ano.
A situação sofreu uma reviravolta quando Lucy Roche, líder voluntária da organização Cat Action Trust 1977, notou um comportamento invulgar num grupo de felinos. A colónia situava-se em Garforth, na região de Leeds.
Ao contrário dos restantes gatos assilvestrados, Ginge era extremamente dócil e procurava ativamente receber festas. Esta atitude levou Lucy a suspeitar que este teria donos, decidindo capturá-lo de forma segura e transportá-lo até a uma clínica veterinária.
A importância da identificação
Na clínica, a descoberta foi decisiva: o gato possuía um microchip. A leitura dos dados permitiu identificar a família em Sunderland e estabelecer contacto rapidamente.
Quando Lucy telefonou a comunicar o resgate, Beth, a dona de Ginge, não conseguiu conter as lágrimas de emoção. Este caso reforçou publicamente a eficácia da identificação eletrónica, que passou a ser obrigatória para gatos em Inglaterra a partir de 2024.
Regresso a casa e solidariedade
O reencontro foi partilhado nas redes sociais da organização. “O Ginge conquistou verdadeiramente todos os nossos corações aqui, mas agora está a caminho de volta para o norte após meses a explorar”, destacou a associação.
A história gerou uma enorme onda de reconhecimento para com o trabalho da Cat Action Trust 1977. A filial de Leeds, gerida exclusivamente por voluntários, dedica-se ao acompanhamento de colónias, fornecendo alimento, água e abrigos na rua.
As equipas no terreno asseguram também os cuidados veterinários e a esterilização dos felinos sempre que necessário. “Nós só queremos melhorar a vida de todos os gatos”, sublinhou Lucy Roche, alertando para a constante sobrelotação nos resgates e o elevado número de animais vulneráveis.

