O governo britânico anunciou um investimento de 71 milhões de libras (aproximadamente 84 milhões de euros) na empresa mineira Tungsten West. O objetivo é reativar a mina de Hemerdon, localizada perto de Plymouth, em Devon, marcando uma aposta estratégica na autonomia de matérias-primas críticas.
Estratégia para a segurança industrial
O financiamento, proveniente do National Wealth Fund, divide-se em 36 milhões de libras em capital próprio e 35 milhões de libras em empréstimos. Segundo o Chanceler John Healey, esta medida permitirá ao Reino Unido explorar um dos maiores depósitos mundiais de tungsténio, um mineral essencial para as indústrias de defesa, aeroespacial e eletrónica.
Como parte do acordo, o governo estabeleceu que 50% da produção da mina será reservada para uso exclusivo dentro do território britânico, visando proteger os interesses nacionais contra a instabilidade global.
Vista das operações de extração mineral da Tungsten West.
Impacto na economia regional
Oliver Holbourn, CEO do National Wealth Fund, destacou a importância de possuir reservas destas dimensões tão próximas. Por sua vez, o CEO da Tungsten West, Jeff Court, descreveu o local como um recurso de classe mundial, sublinhando que a infraestrutura existente permitirá uma trajetória mais rápida até à produção efetiva.

A empresa prevê atingir a escala total de exploração em 2027. O Secretário de Negócios, Jonathan Reynolds, classificou o investimento como um “voto de confiança” no setor de minerais críticos do país e um passo relevante para a reindustrialização britânica, com a criação esperada de novos postos de trabalho diretos e indiretos na região de Devon.
Este movimento segue o recente apoio financeiro do National Wealth Fund à Cornish Metals para a reabertura da mina de estanho de South Crofty, prevista para janeiro de 2025.

