O Sporting assinalou o seu primeiro jogo da época em casa com uma vitória por 3-2 frente ao Vitória de Guimarães. O triunfo garantiu os três pontos, superando o empate da jornada inaugural (2-2) frente ao Estrela da Amadora.
Apesar do resultado positivo, a exibição da equipa verde e branca não convenceu os adeptos e as figuras históricas do clube. O principal motivo de alarme foi a diferença drástica de rendimento entre a primeira e a segunda parte do encontro.
O Sintoma da “Gripe da Amadora”
António Bessone Basto, antigo atleta do clube, foi perentório na análise à quebra da equipa. O ex-jogador comparou a inconstância do plantel a uma doença que transita da jornada anterior.
“A gripe que apanhámos na Amadora continua a afetar a equipa”, afirmou Bessone Basto. O antigo atleta reconhece que o plantel conta com jogadores novos em fase de adaptação, mas sublinha que “a tremedeira da equipa não é normal”.
Para Bessone Basto, a responsabilidade de corrigir estas falhas recai sobre a equipa técnica, alertando que o treinador precisa de perceber rapidamente o que se está a passar em campo após o intervalo.

Vitória Merecida, Mas Com Sofrimento
Sousa Cintra, antigo presidente do Sporting, partilha da mesma frustração. Embora reconheça o mérito na conquista dos três pontos, rejeita a forma como o resultado final teve de ser segurado.
“O Sporting ganhou, mas sofreu e eu não gosto disso”, atirou o ex-dirigente. Sousa Cintra elogiou a atitude da equipa nos primeiros 45 minutos, classificando-os como uma entrada “à Sporting”.
No entanto, criticou a repetição dos erros cometidos no jogo anterior. “A segunda metade aconteceu como no jogo com o Estrela da Amadora. Não se percebe. O treinador tem de fazer uma leitura sobre o que se passa na segunda parte”, avisou.
Duas Caras e Muito Trabalho de Casa
O advogado Tito Arantes Fontes reforçou a ideia de um Sporting intermitente, acusando a equipa de voltar a mostrar “duas caras” num curto espaço de tempo.
Segundo Arantes Fontes, a equipa entrou forte e ofensiva, mas perdeu o controlo no regresso dos balneários. O Sporting “tremeu e só se conseguiu restabelecer depois dos dois golos do V. Guimarães, mas não voltou a ser igual”, analisou.
No final, a avaliação geral é pragmática: o saldo pontual superou a qualidade exibicional. Como concluiu Arantes Fontes, “foi melhor o resultado do que a exibição e o que conta são os três pontos, mas há trabalho de casa para fazer”.
