Rustam Wagner, um caçador de tesouros amador de 44 anos, fez a descoberta de uma vida nas margens do rio Reno. Durante um passeio por uma zona urbana altamente movimentada de Düsseldorf, na Alemanha, deparou-se com um dente de mamute quase intacto.
O fóssil impressiona pelas dimensões e pelo peso. A peça mede cerca de 30 centímetros de comprimento, pesa quatro quilos e exibe os sulcos profundos característicos da espécie.
Especialistas confirmam que a antiguidade do achado oscila entre os 15.000 e os 125.000 anos. Arqueólogos locais sublinham que a peça é um dos fósseis mais impressionantes encontrados na região nos últimos anos.
Um achado à vista de todos
O dente não estava enterrado numa escavação profunda ou num local remoto. Wagner encontrou-o mesmo em frente à emblemática torre de televisão de Düsseldorf, aproveitando o nível baixo das águas do Reno.
Wagner, que explora as margens do rio há vários anos, já encontrou moedas celtas e romanas, relógios antigos e até munições por detonar. Desta vez, percebeu que a maioria das pessoas simplesmente passou de largo pelo fóssil milenar sem notar a sua presença no chão.

O futuro da peça pré-histórica
A conservação do dente é considerada excecional pelos cientistas. O facto de ter permanecido submerso durante milhares de anos protegeu a estrutura do contacto com o ar, travando a sua degradação natural.
Este estado de preservação oferece uma oportunidade única para a paleontologia moderna. Os investigadores esperam realizar estudos detalhados que revelem novos dados sobre a dieta, os hábitos e a evolução dos mamutes na Europa durante a última glaciação.
O dente será agora transferido para o Museu do Ruhr, na cidade de Essen. Lá, será submetido a um rigoroso processo de tratamento para garantir a sua preservação a longo prazo e ficará disponível para investigação científica.
