Sindicato alerta para rutura nas urgências de Santa Maria da Feira e São João da Madeira

Logótipo genérico da RTP Antena 1 utilizado para ilustrar a notícia.

Uma situação crítica

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) classificou como “crítica” a situação das urgências nos hospitais de Santa Maria da Feira e de São João da Madeira. Segundo o sindicato, a falta de recursos humanos e a ausência de um planeamento estruturado estão a comprometer a prestação de cuidados nestas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Joana Bordalo e Sá, dirigente sindical, aponta o dedo à administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga. A acusação é direta: a gestão estaria a transferir profissionais entre serviços apenas para colmatar falhas pontuais, uma estratégia que, segundo o sindicato, coloca em risco a segurança dos doentes.

O impasse entre sindicato e administração

Face à gravidade do cenário, o SMN enviou uma carta formal à administração da ULS de Entre Douro e Vouga. O objetivo é obter esclarecimentos sobre a estratégia de recursos humanos e exigir soluções imediatas para estabilizar o funcionamento das urgências.

Em resposta à RTP Antena 1, a administração da ULS reconheceu que existem constrangimentos na gestão das escalas durante o período de verão. A justificação oficial aponta para a necessidade de gerir as férias programadas dos médicos.

Sindicato alerta para rutura nas urgências de Santa Maria da Feira e São João da Madeira

Garantias da ULS

Apesar das críticas, a administração da ULS de Entre Douro e Vouga assegura que a resposta aos utentes continua a ser garantida. Em comunicado, a entidade sublinha que nenhum serviço foi encerrado ou suspendeu atividades.

A administração sustenta que tem reorganizado os recursos médicos de acordo com as necessidades específicas de cada estrutura clínica, garantindo que, apesar das dificuldades, o funcionamento das unidades está assegurado.

Jardim Principes