Quinze anos após ter sido condenado nos Estados Unidos pelo homicídio do cronista Carlos Castro, Renato Seabra procura uma nova via legal para tentar reduzir a sua pena. O ex-modelo, de 36 anos, encontra-se atualmente a preparar uma moção com o objetivo de reverter a sentença, que poderá culminar em prisão perpétua.
A estratégia de defesa
O advogado Scott B. Tulman, que representa Seabra desde 2014, tem trabalhado na moção há vários meses. O ex-procurador de homicídios sublinha que o processo tem sido moroso devido ao envolvimento direto de Seabra, cuja comunicação a partir de uma prisão de segurança máxima é complexa.
A nova estratégia de defesa defende que Renato Seabra deve testemunhar em tribunal, uma mudança significativa em relação ao julgamento de 2012, onde a defesa, então liderada por David Touger, focou-se na tese de inimputabilidade por doença mental — uma estratégia que não surtiu o efeito pretendido.

Horizontes temporais
Mesmo que a moção seja aceite, o caminho até à liberdade continua a ser longo. Seabra terá de cumprir, no mínimo, mais 10 anos de pena efetiva antes de poder solicitar a liberdade condicional, com a primeira audiência possível agendada apenas para setembro de 2035.
Caso cumpra os critérios estabelecidos pelas autoridades norte-americanas, uma eventual saída do estabelecimento prisional poderá ocorrer em janeiro de 2036. A família do ex-modelo mantém, por seu lado, o objetivo de tentar o seu repatriamento para Portugal, sustentando que a sua saúde mental está comprometida.
167 imagens retiradas de câmara fotográfica mostram romance entre Renato Seabra e Carlos Castro em Nova Iorque
