Deslizamento de aterro em Conacri deixa rastro de morte e revolta

Vista geral do aterro de Dar es Salam na capital da Guiné-Conacri.

Tragédia em Dar es Salam

Um deslizamento no maior aterro de resíduos da Guiné-Conacri resultou em 31 mortos e 22 feridos. A tragédia ocorreu no último domingo, após chuvas intensas desestabilizarem o terreno no aterro de Dar es Salam, localizado na capital, Conacri.

O primeiro sinal de colapso surgiu por volta das duas da manhã. Um segundo deslizamento consecutivo arrastou detritos, destruindo habitações próximas e soterrando moradores. Cerca de 350 civis tiveram de ser realojados devido à destruição das suas casas.

Clima de tensão e negligência

A revolta cresce entre a população local, que aponta falhas graves na gestão do aterro. Sobreviventes relataram momentos de pânico e questionam a falta de ação preventiva das autoridades.

O ativista Abou Hamza, em declarações à Agence France-Presse, afirmou que os riscos eram conhecidos. “Convidámos os responsáveis dos serviços competentes, mas não levaram a situação a sério”, acusou.

Resposta do Governo e operações de busca

O Governo emitiu um comunicado garantindo que medidas foram tomadas para prestar cuidados médicos aos feridos e oferecer assistência aos afetados. As autoridades confirmaram que meios humanos e materiais foram mobilizados para as buscas no local.

Deslizamento de aterro em Conacri deixa rastro de morte e revolta

“Foram mobilizados importantes meios humanos e materiais para procurar eventuais pessoas ainda soterradas, socorrer as vítimas e recuperar os corpos”, informou o executivo.

Embora o encerramento do aterro estivesse previsto para o dia da tragédia, o local continuava ativo. O Governo voltou a anunciar o encerramento definitivo da infraestrutura devido ao elevado perigo que representa para a população.

Apesar de terem recebido ordens de despejo dias antes do incidente, muitos moradores permaneceram no local até ao momento do colapso.

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