Suspeitas na cúpula da Polícia Judiciária
A Polícia Judiciária (PJ) está a averiguar a alegada realização de obras na casa do seu próprio diretor financeiro, Álvaro Pires. Os trabalhos terão sido executados pela empresa Construbarcelos.
A estrutura de investigação criminal declarou total disponibilidade para ouvir os vizinhos do responsável financeiro. Estes moradores relataram ao jornal Nascer do Sol que a referida construtora operou na habitação, garantindo possuir fotografias e vídeos que comprovam as intervenções.
Processos disciplinares na estrutura interna
Embora Álvaro Pires não seja, para já, alvo de qualquer processo disciplinar, a PJ já instaurou dois inquéritos internos associados ao caso. O objetivo é apurar eventuais fugas de informação e ligações indevidas à construtora.
Um dos inquiridos é um arquiteto diretamente subordinado ao diretor financeiro. Este funcionário teve a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar as obras públicas adjudicadas à Construbarcelos para as instalações da Judiciária na Guarda e em Évora.

Escrutínio no sistema informático
O segundo inquérito disciplinar incide sobre um quadro superior da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAL) da PJ. O elemento foi chamado a justificar pesquisas sobre a empresa Construbarcelos feitas na base de dados restrita da polícia.
Na sua defesa, o agente explicou que acedeu ao sistema informático após ter sido contactado pela jornalista Felícia Cabrita. Segundo o quadro da UPAL, a informação partilhada pela repórter apontava para indícios de crimes graves, o que motivou a pesquisa interna imediata.
